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BACKSTAGE DO VAREJO – A sustentabilidade pode alavancar a rentabilidade do varejo

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Embora ainda seja vista como um investimento pesado, a sustentabilidade pode ser uma grande aliada e trazer rentabilidade para o varejo, seja aplicada no modelo de negócio, na logística reversa, na comercialização de produtos ou até mesmo na gestão das embalagens.

Essa é a principal conclusão do 22ª Backstage do Varejo realizado nesta terça-feira (11/7), na sede da Apas em São Paulo. O Backstage é um evento técnico bimestral voltado para a qualificação dos atores da cadeia varejista, idealizado e organizado pela Abiesv – Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos e Serviços para o Varejo.

Para o gerente geral de engenharia e arquitetura da Riachuelo, Eduardo Trajano, que preside o Comitê de Gestão de Ativos da Abiesv, o papel do gestor de ativos deve ser o mais abrangente possível, tanto para desenvolver ou implantar um projeto quanto, até mesmo, para manter o ativo em si. O gestor deve ser inovador para buscar as oportunidades no sentido mais amplo e trazer resultados, não somente financeiros, mas de impacto positivo para a sociedade. “Uma boa gestão de resíduos é capaz de gerar valor para os três “P”s: Profits, ou seja, no lucro da companhia; no impacto nas pessoas (People); e também no meio ambiente (Planet)”.

Chicko Sousa, da Greening Inovação e Sustentabilidade, destacou a mudança do comportamento do consumidor final em relação ao consumo consciente, e como isso tem impactado nas empresas e provocado mudanças nas suas políticas de gestão de resíduos e logística reversa. “Algumas leis, como a Política Nacional de Resíduos Sólidos, abriram portas para novas possibilidades, como o compliance,  cada vez mais importante e que exige a necessidade de rastreio. O rastreio não apenas na venda, mas desde a forma de consumo, descarte, tipos de materiais e produtos. A partir de uma lei, as empresas podem buscar oportunidades de criar novos produtos, novos mercados, reduzir custos e aumentar receitas”, explica.

De acordo com Pedro Sarro, líder do comitê de sustentabilidade da Leroy Merlin, afirma que há várias possibilidades de trabalhar o assunto, não só como um detalhe dentro do varejo, mas também como uma estratégia. “A partir do momento em que o tema passa a ser trabalhado de dentro para fora, torna-se parte do DNA dos colaboradores. A sustentabilidade faz com que a empresa que a pratica seja reconhecida. No nosso caso, por exemplo, não dispomos de verbas para o comitê, tampouco investimos em mídias para falar sobre as ações que desenvolvemos e, no entanto, em 2015, fomos reconhecidos como a terceira empresa mais lembrada de consumo consciente. Apesar de ser intangível o retorno influencia no momento de compra dos nossos clientes“.

“Dentro do GPA buscamos ações na área de sustentabilidade e percebemos uma oportunidade de diminuir resíduos e criar oportunidades na contratação de obras,       por meio do reaproveitamento de equipamentos. A questão central é que deixamos de gerar resíduos para o meio ambiente”, conta David Albert Souza dos Santos, gerente de arquitetura na Multivarejo GPA.

Para Thiago Santana, vice-presidente da Associação Brasileira de Facilities (Abrafac), a exemplo de programas bem-sucedidos na indústria, o varejo precisa enxergar que a sustentabilidade é um processo sem volta. “Hoje, um consumidor recebe um eletrodoméstico grande em sua casa e a responsabilidade da embalagem daquele produto é dele. Daqui a alguns anos, isso não deverá mais ser assim e a loja terá que dispor desse resíduo. A grande questão é: estamos preparados para esse desafio?”

Outros dois temas relacionados ao foco central do evento foram abordados em diferentes vertentes nas palestras. Marcel Gurfinkel Haratz, diretor da Comerc ESCO, apresentou algumas soluções, como a substituição de sistemas de iluminação e de refrigeração por alternativas que geram economia; e destacou uma outra tendência, o consumo de energia renovável, que contribui para reduzir o aquecimento global. Evandro de Queiroz Longo, da Mapdata Tecnologia da Informação, mostrou uma plataforma posterior ao AutoCAD, que proporciona muitos ganhos na gestão de projetos, da planta à construção, permitindo uma cotação mais assertiva e menos desperdícios.

 

Sobre o Backtage do Varejo – Criado em 2012, o evento consolidou-se como o ambiente ideal para varejistas e fornecedores debaterem temas que ajudam a repensar, impulsionar e atualizar as práticas de varejo. Ao todo, já reuniu mais de 2000 pessoas, de média à alta gerência, especialistas e profissionais autônomos. São discutidos temas que compõem o dia a dia do setor, como: gestão de pessoas, tecnologia, expansão e roll out no Varejo; Gestão de Ativos do Varejo; Sustentabilidade; Branding; Propriedade Intelectual; Iluminação; Visual Merchandising; Sustentabilidade; Store Design; Gestão de Ativos; Compras, Gerenciamento de Categorias e Merchandising; Boas Práticas na Operação dos Shoppings Centers que podem Inspirar o Varejo. Com grande aceitação e aumento de demanda, desde 2013 o Backstage do Varejo passou a ser quadrianual. Atualmente, tem o patrocínio das empresas Joy Movelaria, Kemp, Lemca Iluminação, Omega Light e RAP Engenharia.

O Backstage do Varejo tem apoio da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Associação Comercial de Campinas (ACIC), Espaço APAS, e da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC).

 

 

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